COOPERATIVA AGRÍCOLA MISTA PONTA GROSSA | FONE: (42) 3228-3400 COOPERADO | COLABORADOR
INSTITUCIONAL > EDUCAÇÃO COOPERATIVA
Conceitos
Cooperativismo Cooperativismo é um movimento, filosofia de vida e modelo
socioeconômico capaz de unir desenvolvimento econômico e bem-estar
social. Seus referenciais fundamentais são: participação democrática,
solidariedade, independência e autonomia.
É o sistema fundamentado na reunião de pessoas e não no capital. Visa às
necessidades do grupo e não o lucro. Busca prosperidade conjunta e não
individual. Estas diferenças fazem do cooperativismo a alternativa
socioeconômica que leva ao sucesso com equilíbrio e justiça entre
os participantes.
Cooperado É a pessoa que se associa a uma cooperativa e passa então a fazer parte dela. O cooperado é ao mesmo tempo Dono, Fornecedor e Cliente da Cooperativa:
Cooperativa “É uma organização de pessoas unidas pela cooperação e ajuda mútua, gerida de forma democrática e participativa, com objetivos econômicos e sociais comuns a todos, cujos aspectos legais e doutrinários são distintos de outras sociedades.” (Fonte: 10º Congresso Brasileiro de Cooperativismo).

Objetiva viabilizar o associado economicamente, mediante prestação de serviços, desenvolvimento cultural e profissional.
Surgimento
Nascimento de uma grande idéia No século 18 com a Revolução Industrial na Inglaterra, a mão-de-obra perdeu grande poder de troca, os baixos salários e a longa jornada de trabalho trouxeram muitas dificuldades socioeconômicas para a população. Diante desta crise surgiram, entre a classe operária, lideranças que criaram associações de caráter assistencial, porém esta experiência não teve resultado positivo.

Com base em experiências anteriores buscaram novas formas e concluíram que, com a organização formal chamada cooperativa era possível superar as dificuldades. Isso desde que fossem respeitados os valores do ser humano e praticadas regras, normas e princípios próprios.

Então, 28 operários, em sua maioria tecelões, se reuniram para avaliar essas idéias. Respeitando seus costumes e tradições, estabeleceram normas e metas para a organização de uma cooperativa. Após um ano de trabalho acumularam um capital de 28 libras e conseguiram abrir as portas de um pequeno armazém cooperativo, em 21-12-1844, no bairro de Rochdale-Manchester (Inglaterra).

Nascia a Sociedade dos Probos de Rochdale, conhecida como a primeira cooperativa do mundo. Ela criou os princípios morais e a conduta que são considerados, até hoje, a base do cooperativismo autêntico. Em 1848, já eram 140 membros e, doze anos depois chegou a 3.450 sócios com um capital de 152 mil libras.
Princípios básicos internacionais do cooperativismo
Os princípios cooperativos são as linhas orientadoras através das quais as cooperativas levam os seus valores à prática. Foram aprovados e colocados em prática quando da fundação da primeira cooperativa do mundo, em 1844. Com a evolução e modernização do cooperativismo e da economia mundial, foram reestruturados e adaptados à realidade do mundo atual.
1
1º Adesão voluntária e livreTodas as pessoas têm liberdade de associar-se a uma cooperativa, desde que estejam aptas. Não há discriminação social, racial, religiosa e/ou política.
2
2º Gestão democrática e livreA cooperativa é administrada pelos seus sócios, que elegem entre si os administradores. Os sócios têm igualdade de voto independente do tamanho da área que plantam e do valor do capital social que possuem.
3
3º Participação Econômica dos membrosOs membros contribuem equitativamente para o capital das suas cooperativas e controlam-no democraticamente. Parte desse capital é, normalmente, propriedade comum da cooperativa. Os membros recebem, habitualmente, se houver, uma remuneração limitada ao capital integralizado, como condição de sua adesão.
4
4º Autonomia e IndepêndenciaAs cooperativas são empresas autônomas controladas por seus cooperados, que devem definir sua missão, objetivos e metas. Não há interferência governamental nas decisões.
5
5º Educação, Formação ee informaçãoAs cooperativas promovem a educação e formação dos seus administradores, dos funcionários, dos cooperados e familiares, com o objetivo de que os mesmos possam crescer profissionalmente e contribuir para o desenvolvimento da sua cooperativa. De forma transparente a cooperativa deve estar sempre informando ao cooperado sobre o andamento das suas atividades.
6
6º IntercoperaçãoIntercooperação é o trabalho em conjunto das cooperativas em alguma atividade. Se os associados se ajudam mutuamente, as cooperativas deverão fazer o mesmo. Só assim haverá um crescimento econômico, cultural e social dos associados e do sistema cooperativo.
7
7º Interesse pela comunidadeAs cooperativas devem trabalhar em prol do desenvolvimento sustentável das comunidades onde estão inseridas, seja na geração de empregos, produção, serviços, ações sociais e ambientais.
Diferenças entre uma cooperativa e uma empresa mercantil
EMPRESA COOPERATIVA
É uma sociedade de pessoas, regida por legislação específica.
Número de associados limitado à capacidade de prestação de serviços podendo no entanto ser ilimitado
Controle democrático, reconhecimento das manifestaçõecoes da maioria - cada pessoa um voto
Objetivo: prestação de servicos
Assembleia - “quórum” baseado no número de associados
Não é permitida a transferência de capital a terceiros. Somente entre associados (familiares).
O retorno dos resultados é proporcional ao valor das operações
EMPRESA MERCANTIL
Sociedade de capital - ações
Número limitado de sócios
Cada ação - um voto
Objetivo: lucro
Assembleia - “quórum” baseado no capital
É permitida a transferência e venda de ações a terceiros
O dividendo é proporcional ao valor total das ações
Ramos do cooperativismo
1 - AGROPECUÁRIO: Composto por cooperativas de produtores rurais ou agropastoris e de pesca, cujos meios de produção pertençam ao associado. 2 - CONSUMO: Composto por cooperativas dedicadas a compra em comum de artigos de consumo para seus associados. A primeira cooperativa do mundo era desse ramo (Rochdale). 3 - CRÉDITO: Composto por cooperativas de crédito como Sicredi e Sicoob. 4 - EDUCACIONAL: Composto por cooperativas de professores, por cooperativas de alunos de escola agrícola, por cooperativas de pais de alunos e por cooperativas de atividades afins. 5 - ESPECIAL: Composto por cooperativas constituídas por pessoas que precisam ser tuteladas ou que se encontram em situação de desvantagem nos termos da Lei. 6 - HABITACIONAL: Cooperativas destinadas à construção, manutenção e administração de conjuntos habitacionais para o seu quadro social. 7 - INFRAESTRUTURA: Composto por cooperativas cuja finalidade é atender direta e prioritariamente o próprio quadro social com serviços de infraestrutura. Ex: cooperativas de eletrificação rural. 8 - MINERAL: Composto por cooperativas com a finalidade de pesquisar, extrair, lavrar, industrializar, comercializar, importar e exportar produtos minerais. 9 - PRODUÇÃO: Composto por cooperativas dedicadas à produção de um ou mais tipos de bens e mercadorias, sendo os meios de produção de propriedade coletiva, mediante a cooperativa como pessoa jurídica, e não propriedade individual do associado. 10 - SAÚDE: Composto por cooperativas que se dedicam a preservação e recuperação da saúde humana. O Ramo Saúde está subdividido nos seguintes setores: Médicos, Psicológicos, Odontólogos e serviços afins, bem como usuários desses serviços. Ex: Unimed, Oniodonto. 11 - TRABALHO: Composto por cooperativas de trabalhadores de qualquer categoria profissional, para prestar serviços, organizados num empreendimento próprio. 12 - TRANSPORTE: Composto por cooperativas que atuam no transporte de cargas e de passageiros. 13 - TURISMO E LAZER: Composto por cooperativas que prestam serviços turísticos, artísticos, de entretenimento, de esportes e de hotelaria.
Legislação cooperativista
LEI 5.764 de 1971 É a Lei do Cooperativismo que regulamenta e institui as normas de criação e funcionamento das Cooperativas, a qual faz parte da constituição brasileira. Estatuto Social É o conjunto de normas que estabelecem as funções, atos e objetivos de determinada cooperativa, e é elaborado com a participação dos associados, para atender as necessidades da cooperativa e de seus associados. Assembleia Geral É o órgão supremo de uma sociedade cooperativa. É a reunião de todos os cooperados, para que em conjunto eles possam: sugerir, discutir, analisar e tomar decisões para o desenvolvimento da sociedade.

Pode ser Ordinária ou Extraordinária:

Assembleia Geral Ordinária: realizada uma vez por ano nos três primeiros meses após o término do exercício social, delibera sobre os seguintes assuntos: prestação de contas dos órgãos de administração, aprovação do balanço, destino dos resultados, eleição dos componentes de administração e fiscal, fixação de honorários. Assembleia Geral Extraordinária: realizada tantas vezes quantas forem necessárias e poderá versar sobre assuntos de interesse da cooperativa, tais como: reforma do estatuto, dissolução da sociedade, fusão, incorporação, investimentos, financiamentos, capitalização.